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Brasil

Quanto mel produz uma colmeia por ano? O que muda a conta

Resposta rápida

Segundo a Embrapa Meio-Norte, uma colônia de Apis mellifera produz em média 15 kg de mel por ano no Brasil, e com manejo adequado essa produtividade pode ser triplicada. As abelhas sem ferrão produzem bem menos: entre 1 e 10 kg por ano, conforme a espécie e a região. A produção real depende da florada, da força da colônia no início da safra, da qualidade dos favos e da colheita feita só com mel maduro.

Apicultor erguendo quadro de melgueira cheio de mel operculado sob a luz do sol
Só se colhe quadro com a maior parte dos alvéolos operculados, sinal de mel maduro.
Neste artigo
  1. Quanto produz uma colmeia de Apis mellifera?
  2. O que faz uma colmeia produzir mais ou menos?
  3. Quando colher para não perder o mel?
  4. E as abelhas sem ferrão?
  5. Por que a enxameação derruba tanto a produção?
  6. Uma conta ilustrativa
  7. O local do apiário também muda a produção?
  8. A revisão em excesso também reduz o mel?
  9. Mel colhido verde conta como produção?
  10. Como estimar a produção do seu apiário?
  11. Mel é renda garantida?

“Quanto mel dá uma colmeia?” é a pergunta de quem está pensando em começar, de quem quer calcular renda e de quem compra mel e quer entender o preço. A resposta curta existe, mas vem com uma condição importante: média não é promessa.

Quanto produz uma colmeia de Apis mellifera?

A publicação Manejo de colônias de abelhas-sem-ferrão, da Embrapa Meio-Norte (Documentos 219), traz uma comparação direta:

Abelha Produção de mel por colônia por ano
Apis mellifera (africanizada) média de 15 kg, que pode ser triplicada com manejo adequado
Abelhas sem ferrão (meliponíneos) entre 1 e 10 kg, conforme espécie e região

O número de 15 kg é uma média nacional de colônias com manejos muito diferentes, de apicultores iniciantes a profissionais. A observação de que ele pode ser triplicado mostra o tamanho do efeito do manejo.

O que faz uma colmeia produzir mais ou menos?

A florada

É o insumo principal, e nenhum manejo substitui flor. A produção acompanha a disponibilidade e a qualidade das floradas da região ao longo do ano. É por isso que médias de outros lugares servem pouco para prever o seu apiário.

A força da colônia na hora certa

Uma colônia populosa no início da florada aproveita a safra inteira. A Embrapa Clima Temperado, na publicação sobre caixas-isca, indica que a melhor época de captura é o início da estação das flores — primavera no Sul e inverno chuvoso no Norte. Enxame capturado tarde passa a safra construindo favos e criando operárias.

A qualidade dos favos

Favo torto e com muitos alvéolos de zangão rende menos mel. A mesma publicação da Embrapa recomenda trocar as tiras de cera da caixa-isca por lâminas inteiras de cera alveolada na primeira revisão. Como montar os quadros está em colmeia Langstroth: medidas e montagem.

Espaço na hora certa

O Sistema de Produção de Mel da Embrapa orienta revisar as melgueiras a cada 15 dias durante a florada, para ver a quantidade de quadros completos e operculados e decidir se é preciso acrescentar melgueiras. Colônia sem espaço deixa de estocar — e tende a enxamear, levando parte da população embora.

Enxameação

A Embrapa explica que, quando a população está elevada e o espaço restrito, a colônia tende a se dividir naturalmente. Realeiras com a rainha presente e postura regular indicam que a colmeia está se preparando para enxamear. A recomendação é retirar as realeiras e aumentar o espaço, ou dividir o enxame. Uma colmeia que enxameia no meio da florada perde boa parte da força de coleta.

Revisões sem excesso

Cada revisão tem custo. A Embrapa lista que, durante a abertura, há consumo exagerado de mel, mortalidade de abelhas na defesa, morte de crias expostas e interrupção da postura da rainha. Revisar com critério é parte da produtividade.

Rainha nova e cria regular

Áreas de cria com muitas falhas indicam, segundo a Embrapa, rainha velha com postura irregular — ou doença. Menos cria hoje é menos campeira daqui a algumas semanas, e menos mel no fim da safra.

Colmeias fortes, não muitas fracas

A Embrapa recomenda trabalhar sempre com enxames fortes. Colônias fracas, além de não produzirem, são alvo fácil de pragas e doenças. Fortalecer com quadros de cria operculada, alimentar na entressafra e unir enxames fracos são técnicas descritas pela instituição.

Quando colher para não perder o mel?

Produzir é metade da conta; colher direito é a outra. A Embrapa orienta:

  • Colher só quadros com no mínimo 90% dos alvéolos operculados, sinal de mel maduro.
  • Não colher mel verde, com umidade alta, que pode fermentar.
  • Não colher em dias chuvosos ou de umidade alta.
  • Usar o mínimo de fumaça junto às melgueiras, para o mel não pegar cheiro.
  • Deixar no ninho os quadros com cria ou com muito pólen; eles não entram na colheita.
  • Preferir dias de sol, entre 9 e 16 horas.
  • Não deixar as melgueiras colhidas ao sol por muito tempo: o calor eleva o HMF (hidroximetilfurfural) e derruba a qualidade do mel.
  • Não apoiar a melgueira no chão. Use um suporte ao lado da caixa, como um ninho vazio ou um cavalete, com tampa embaixo e em cima para evitar sujeira e saque de outras abelhas.

A Embrapa registra que a legislação brasileira admite no máximo 20% de umidade no mel. Mesmo mel operculado pode passar de 18% em regiões muito úmidas.

A extração está em centrífuga de mel: manual ou elétrica.

E as abelhas sem ferrão?

As abelhas nativas produzem bem menos por colônia — entre 1 e 10 kg por ano, segundo a Embrapa. A publicação sobre o sistema de criação de abelhas sem ferrão observa que, em geral, quanto menor a abelha e o ninho, menor a produção. A jataí, abelha pequena, está entre as espécies indicadas para produção, mas não em grande volume.

Em compensação, a Embrapa registra que o mel de meliponíneos tem sabor diferenciado, mais ácido, e preço ao produtor bem maior que o de Apis, o que pode compensar a produtividade menor. Os valores citados na publicação são de 2012 e não servem como referência atual de preço.

O mel dessas abelhas tem teor de água naturalmente elevado e pode fermentar; a colheita é feita só de potes fechados, com seringa ou bomba de sucção. Para multiplicar colônias de jataí, veja como dividir colônia de jataí.

Por que a enxameação derruba tanto a produção?

O Sistema de Produção de Mel da Embrapa explica o mecanismo. Quando a população do ninho cresce muito, falta espaço, a temperatura interna sobe e o feromônio da rainha se dilui. Com alimento farto no campo, as operárias criam uma nova rainha e o enxame se divide: cerca de metade das operárias e parte dos zangões vão embora com a rainha velha. A Embrapa registra que, em colônias muito fortes, isso pode acontecer duas ou três vezes.

Para o apicultor, isso significa perder metade da força de coleta no momento em que ela mais importa. A Embrapa lista como medidas preventivas:

  • Retirar realeiras em colmeias que têm rainha.
  • Selecionar famílias com menor tendência à enxameação.
  • Reduzir o nascimento de zangões usando lâminas de cera inteiras.
  • Adicionar melgueira para dar espaço.
  • Usar tela excluidora no alvado.
  • Dividir os enxames de forma planejada.

A Embrapa observa ainda que a colônia dividida reduz ou suspende temporariamente a produção de mel, por isso alguns produtores preferem adicionar melgueiras às colmeias fortes ou usar seus quadros para fortalecer outros enxames.

Uma conta ilustrativa

Só para dimensionar — não como previsão —, aplique a média da Embrapa a um apiário pequeno:

Situação Colmeias Média por colmeia Produção anual estimada
Média nacional citada pela Embrapa 10 15 kg 150 kg
Manejo que triplica a média, como a Embrapa diz ser possível 10 45 kg 450 kg

A diferença entre as duas linhas vem de manejo, florada e colônias fortes — exatamente os fatores discutidos acima. Na prática, cada safra e cada região terão números próprios.

O local do apiário também muda a produção?

Muda. O Sistema de Produção de Mel da Embrapa liga vários cuidados de instalação à produtividade:

  • Água. A Embrapa recomenda fonte de água limpa entre 100 e 500 metros das colmeias. Água longe demais faz as abelhas gastarem energia na coleta, e em casos extremos, segundo a Embrapa, uma colmeia pode consumir 20 litros de água por semana em clima quente.
  • Vento. Regiões descampadas e com vento forte dificultam o voo e desgastam as operárias.
  • Sombra. O sombreamento evita os efeitos das altas temperaturas sobre o mel e sobre a cria.
  • Distância de fontes de contaminação. A Embrapa indica no mínimo 3 km de engenhos, fábricas de doces, lixões e matadouros, para não contaminar o mel.

Um apiário bem localizado não garante produção alta, mas um mal localizado quase garante produção baixa.

A revisão em excesso também reduz o mel?

Reduz. A Embrapa explica que, durante cada revisão, há consumo exagerado de mel, mortalidade de abelhas adultas na tentativa de defender a colônia, morte de crias pela exposição dos quadros e interrupção da postura da rainha, além de interferência na comunicação sobre as fontes de alimento. Por isso a recomendação é revisar só quando necessário, de forma rápida, nos horários em que a maioria das operárias está no campo.

Mel colhido verde conta como produção?

Não deveria. O mel colhido antes da hora tem umidade alta e pode fermentar, e a Embrapa recomenda justamente colher só quadros com no mínimo 90% dos alvéolos operculados. Mel que fermenta depois do envase é produção perdida, além de risco para a reputação do apicultor. Esperar o mel amadurecer pode reduzir o número de colheitas, mas aumenta o mel que de fato chega ao consumidor.

Como estimar a produção do seu apiário?

Não há fórmula confiável sem dados locais. O caminho é:

  1. Conhecer as floradas da região com apicultores locais e com a extensão rural.
  2. Começar com poucas colmeias e registrar, por colmeia, quantos quadros operculados foram colhidos em cada safra.
  3. Pesar o mel extraído de cada colheita.
  4. Comparar colmeias entre si: as que produzem consistentemente menos podem precisar de troca de rainha ou de mais atenção.

Depois de duas ou três safras, você terá uma média do seu apiário — que vale muito mais do que qualquer média nacional.

Mel é renda garantida?

Não. A produção oscila com o clima e as floradas, e o preço do mel também varia. A Embrapa, no Sistema de Produção de Mel, observa que mesmo os dados nacionais de número de apicultores, colmeias e produtividade são contraditórios entre as pesquisas. Planeje com prudência.

Para começar na atividade, veja apicultura para iniciantes e a biblioteca de apicultura e produção de mel.

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Perguntas frequentes

Quantos quilos de mel uma colmeia produz por ano?

A Embrapa Meio-Norte informa que uma colônia de Apis mellifera produz em média 15 kg de mel por ano no Brasil, e que com manejo adequado essa produtividade pode ser triplicada. É uma média: a florada da região e o manejo mudam muito o resultado.

Quanto mel produz uma colônia de jataí?

Pouco. A Embrapa informa que as abelhas sem ferrão produzem entre 1 e 10 kg de mel por ano, conforme espécie e região, e observa que, em geral, quanto menor a abelha e o ninho, menor a produção. A jataí é uma abelha pequena.

Posso colher mel no primeiro ano?

Pode, se a colônia estiver forte na florada. Enxames capturados cedo, no início da safra, costumam ser mais populosos e produtivos. Enxames capturados tarde passam a safra crescendo e costumam não dar colheita naquele ano.

Quando o mel está pronto para colher?

A Embrapa orienta colher só quadros com no mínimo 90% dos alvéolos operculados, sinal de mel maduro com umidade adequada. Mel verde, sem opérculo, tem umidade alta e pode fermentar. A legislação admite no máximo 20% de umidade.

Mel de abelha sem ferrão vale mais?

Em geral, sim. A Embrapa registra que o mel de meliponíneos tem sabor diferenciado, mais ácido, e preço ao produtor bem maior que o de Apis, o que pode compensar a produtividade menor. O valor varia com a espécie, a região e o mercado.

Mais colmeias sempre significam mais mel?

Não necessariamente. Se o pasto apícola da região for limitado, colmeias demais competem pelas mesmas flores. Colônias fortes, bem manejadas e no lugar certo produzem mais do que muitas colônias fracas.

Fontes

  1. Manejo de colônias de abelhas-sem-ferrão — Fábia de Mello Pereira, Bruno Almeida Souza, Maria Teresa do Rêgo Lopes e José Maria Vieira Neto, Embrapa Meio-Norte, Documentos 219, dezembro de 2012 (jataí, Tetragonisca angustula, entre as espécies indicadas para produção de mel; revisão das colônias a cada 30 dias, verificando cria, rainha, alimento, batume, favos mofados, inimigos e lixo; ampliar com sobreninho e melgueira na florada e reduzir espaço na escassez; colônias fortes podem ser divididas, formando uma nova colônia a partir de duas, três ou até quatro fortes, depois de verificar a presença de machos na região para o acasalamento da rainha virgem; na divisão, discos de cria nova e nascente, potes de alimento e cerume vão para a caixa nova, que ocupa o lugar de uma das antigas para receber as campeiras; conforme a espécie, observar células reais; alimentar, vedar a caixa com fita e redobrar cuidados com inimigos; fortalecimento com discos de cria nascente de colônias fortes; xarope de 1 litro de água para 1 quilo de açúcar, em quantidade consumida em 24 horas; inimigos: forídeos, formigas e Hermetia illucens; armadilha de vinagre para forídeos; meliponíneos produzem de 1 a 10 kg de mel por ano conforme espécie e região, enquanto uma colônia de Apis mellifera produz em média 15 kg por ano, podendo triplicar com manejo adequado)↗oficial
  2. Sistema de Produção de Mel — Embrapa Meio-Norte, Sistemas de Produção 3, versão eletrônica (conteúdo de 2003) (Langstroth é o modelo indicado pela Confederação Brasileira de Apicultura como padrão; colmeia com tampa, sobrecaixa, ninho, fundo e quadros; espaço abelha de no mínimo 4,8 mm e no máximo 9,5 mm entre as partes; madeira de boa qualidade e bem seca, pintada só por fora com tinta clara, nunca por dentro; arame nº 22 ou 24, de preferência inox, esticado no quadro para sustentar a cera alveolada, fixada com carretilha ou incrustador elétrico; apiário a no mínimo 400 m de currais, casas, escolas e estradas movimentadas e a 3 km de engenhos, fábricas de doces e lixões; água limpa entre 100 e 500 m; colmeias em cavaletes individuais a 50 cm do solo e a no mínimo 2 m umas das outras, à sombra; revisão cerca de 15 dias após instalar enxame novo, a cada 15 dias nas melgueiras durante a florada e mensal na entressafra; trabalhar entre 8 e 11 h e 15 e 17h30, de preferência em dupla, com fumaça branca e fria; colher só quadros com no mínimo 90% dos alvéolos operculados, e não colher em dia chuvoso; legislação admite no máximo 20% de umidade no mel)↗oficial
  3. Como capturar enxames com caixas-isca — Luis Fernando Wolff, Embrapa Clima Temperado, coleção ABC da Agricultura Familiar 23, Brasília, 2009 (o Langstroth é o modelo adotado pela Confederação Brasileira de Apicultura como padrão nacional; dimensões internas — ninho de 46,5 x 37,0 x 24,0 cm, melgueira de 46,5 x 37,0 x 14,5 cm, fundo de 60,0 x 41,0 x 2,0 cm, tampa de 51,0 x 44,0 cm, quadros de ninho de 48,1 a 42,9 cm de comprimento por 2,8 cm de largura e 23,3 cm de altura, quadros de melgueira com 13,8 cm de altura; caixa-isca deve comportar no mínimo de 3 a 5 quadros de ninho, sendo o núcleo de cinco quadros de excelente resultado; alvado de no máximo 10 cm², equivalente a 5 cm de largura num alvado de 2 cm de altura, com a variante de 1 cm de altura por 10 cm de largura para impedir invasores maiores; caixas de cor clara, amarelas ou brancas, são mais visitadas que as escuras, embora a pintura pese menos que os demais fatores; caixas de papelão registraram maior atratividade que as de madeira; tiras de cera alveolada de cerca de 3 cm de altura induzem a construção correta dos favos; aromas atrativos incluem cera alveolada nova, própolis, capim-limão, erva-cidreira e laranjeira, além do geraniol da glândula de Nasanov; mel, rapadura e açúcar NÃO atraem operárias batedoras, e sim pilhadoras e formigas, levando as batedoras a descartar o local; caixas em local arejado, seco, elevado e protegido de insolação excessiva, sendo o sombreamento permanente mais prejudicial que o excesso de sol, a mais de 1 metro do solo, com enxames em cavidades naturais do Cerrado e da Caatinga encontrados entre 1,10 m e 3 m; melhor época é o início da estação das flores — primavera no Sul e inverno chuvoso no Norte; revisão das caixas-isca a cada 7 a 10 dias, abrindo a caixa somente 3 a 7 dias após a captura para evitar abandono; quadros com tiras de cera devem ser substituídos por lâminas inteiras na primeira revisão, porque favos feitos só com tiras tendem a sair tortos, incompletos e com alvéolos de zangão)↗oficial
Ver todas as fontes (4)
  1. Sistema de Criação de abelhas-sem-ferrão — Embrapa (as abelhas-sem-ferrão pertencem à tribo Meliponina, Hymenoptera, Apidae, com 52 gêneros e mais de 300 espécies; polinizam 30% das espécies da Caatinga e do Pantanal e até 90% das da Mata Atlântica; espécies mais indicadas para produção de mel: uruçu, tiúba, jandaíra, uruçu-cinzenta, mandaçaia e jataí, com tabela de ocorrência por estado; em geral, quanto menor a abelha e o ninho, menor a produção de mel; obtenção de enxames por ninhos-isca, aquisição de produtor cadastrado ou divisão, conforme a Resolução CONAMA 346/2004; ninho-isca de garrafa PET ou embalagem cartonada coberta com plástico preto, com banho interno de álcool, própolis e cerume, instalado a 0,5 a 1,5 metro de altura em local sombreado e próximo de água, aguardando cerca de 30 dias após a captura para transferir; meliponário a 1.500 metros de engenhos, fábricas de doces e refrigerantes, estradas e criação animal, e a 1.500 metros de outros meliponários, considerando raio de voo de 120 m a 2.500 m conforme a espécie; recomenda-se meliponário de uma única espécie, porque colônias fortes invadem as fracas; colmeias moduláveis com tampa, melgueira, sobreninho, ninho e fundo, modelo INPA, em cavaletes individuais a cerca de 0,5 metro do chão, com distância entre caixas de 0,5 metro para abelhas pequenas até 3,0 metros para abelhas grandes; revisão das colônias a cada 30 dias; alimentação com xarope de água e açúcar a 50%, fornecido em quantidade consumida em até 24 horas; inimigos naturais principais são forídeos, formigas e a mosca Hermetia illucens, cujas fêmeas depositam até 400 ovos; colheita do mel com bomba de sucção ou seringa, apenas de potes já fechados, sendo desaconselhado furar os potes e deixar escorrer pela caixa; o mel desse grupo tem naturalmente teor elevado de água, o que pode levar à fermentação; alguns estados, como o Mato Grosso do Sul, têm leis que proíbem a introdução de espécies que não ocorrem naturalmente no estado)↗oficial

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