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Ferramenta

Calculadora de dosagem veterinária (mg/kg)

Resposta rápida

A conta da dose tem dois passos. Primeiro a massa: peso do animal (kg) × dose prescrita (mg/kg) = miligramas por administração. Depois o volume ou a quantidade: divide-se essa massa pela concentração do produto — mg/mL para líquidos, mg por comprimido para sólidos. Exemplo: um cão de 8 kg com dose de 10 mg/kg precisa de 80 mg; num frasco de 50 mg/mL, isso é 1,6 mL. Qual fármaco, qual dose e qual intervalo são decisões do médico-veterinário — esta ferramenta só confere a aritmética de uma prescrição que já existe.

Digite o peso do animal, a dose em mg/kg que está na receita e a concentração da embalagem. A ferramenta não sugere dose nenhuma — ela converte a que você já tem.

Preencha peso, dose e concentração para ver o resultado.

A conta roda no seu navegador. Nada do que você digita é enviado, salvo ou compartilhado.

O que a ferramenta faz — e o que ela não faz

Ela executa duas divisões que qualquer estudante de auxiliar veterinário aprende na primeira semana e que qualquer profissional cansado erra numa noite de plantão:

massa = peso (kg) × dose (mg/kg)

quantidade = massa (mg) ÷ concentração (mg/mL ou mg/comprimido)

Não há banco de medicamentos, não há dose sugerida, não há “para este caso, use tanto”. Isso não é limitação técnica: é o desenho. Uma ferramenta que sugere dose está prescrevendo, e prescrição é ato do médico-veterinário — o profissional habilitado para examinar, diagnosticar e definir a terapia, conforme a regulamentação da profissão no Brasil.

Onde o erro costuma entrar

Na prática de clínica e de sala de aula, os erros de cálculo se concentram em três pontos:

  1. Leitura da concentração. “500 mg/10 mL” não é 500 mg/mL. É 50. Esse deslize sozinho gera dose dez vezes maior que a pretendida.
  2. Porcentagem. Solução a 2% quer dizer 2 g por 100 mL, ou 20 mg/mL. Quem lê “2” e digita 2 mg/mL erra por um fator de dez.
  3. Peso desatualizado. Usar o peso da última consulta em vez do peso de hoje. Em filhotes, pacientes internados e animais em tratamento prolongado, o peso muda rápido — e a dose vai junto.

A ferramenta mostra a conta usada logo abaixo do resultado, com os números que você digitou. É proposital: conferir a expressão inteira é mais rápido do que refazer a conta, e é o que permite perceber na hora que a concentração foi digitada errada.

Frações de comprimido

Quando o resultado não cai num comprimido inteiro nem numa fração comum — meio, um quarto, três quartos — a página avisa. Partir comprimido não é sempre inofensivo: revestimento entérico e liberação controlada existem para regular onde e quando o fármaco é liberado, e um corte anula esse mecanismo. Nesses casos a saída costuma ser outra apresentação ou manipulação, e a decisão é de quem prescreveu.

Para quem esta ferramenta foi feita

Para estudante e profissional de apoio conferindo o próprio cálculo: auxiliar de veterinário, técnico, estagiário, estudante em prova prática. É um instrumento de conferência, não de decisão clínica.

Se você é tutor e recebeu uma receita que não entendeu, o caminho certo não é calcular: é ligar para a clínica e pedir para explicarem a posologia. Leva dois minutos e elimina a chance de o cálculo correto ser aplicado sobre a premissa errada.

Perguntas frequentes

A calculadora diz qual dose usar?

Não, e é uma decisão de projeto. Não existe banco de medicamentos aqui e nenhuma dose vem preenchida. Escolher fármaco, dose e intervalo é ato do médico-veterinário, que examina o animal e considera espécie, idade, função renal e hepática e o que mais o paciente está recebendo. A ferramenta entra depois disso, na hora de converter mg/kg em mL.

Como leio a concentração da embalagem?

Procure a relação entre massa e volume. "500 mg/10 mL" significa 50 mg/mL. "2%" significa 2 g em 100 mL, ou seja, 20 mg/mL. Se a embalagem traz só o total do frasco, divida pelo volume total. Errar essa leitura é a origem mais comum de erro de dez vezes na dose.

Posso partir o comprimido no resultado que deu?

Depende do comprimido. Formas de liberação controlada e cápsulas com revestimento entérico mudam a absorção quando partidas, e alguns fármacos têm margem estreita entre dose útil e dose tóxica. Quando o resultado não cai numa fração simples, a ferramenta avisa — mas quem decide se pode dividir é quem prescreveu.

Serve para qualquer espécie?

A aritmética é a mesma para cão, gato, equino ou bovino. O que não é igual é a dose: espécies diferentes metabolizam o mesmo fármaco de formas muito diferentes, e há medicamentos comuns em uma espécie que são tóxicos em outra. Por isso a dose sempre vem da receita, nunca da conta.

Fontes

Cada afirmação que depende de norma, número ou procedimento tem origem verificável.

  1. CFMV — Conselho Federal de Medicina Veterinária · consultado em 20/07/2026

  2. Merck Veterinary Manual (MSD) — literatura veterinária · consultado em 20/07/2026

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