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Brasil

Colmeia Langstroth: medidas, espaço abelha e montagem

Resposta rápida

A colmeia Langstroth, padrão da Confederação Brasileira de Apicultura, tem fundo, ninho, melgueira, tampa e quadros móveis. Ninho e melgueira têm a mesma planta interna, 46,5 x 37,0 cm, e mudam na altura: 24,0 cm e 14,5 cm, segundo a Embrapa. O que torna o modelo funcional é o espaço abelha, folga de 4,8 a 9,5 mm entre as peças. Na montagem, cada quadro recebe arame nº 22 ou 24, esticado, e uma lâmina de cera alveolada incrustada nele.

Mãos montando quadros de colmeia Langstroth com arame e lâmina de cera alveolada na bancada
Cada quadro recebe arame esticado e uma lâmina de cera alveolada incrustada.
Neste artigo
  1. Por que a Langstroth é o padrão?
  2. O que é o espaço abelha?
  3. Quais são as partes e as medidas da colmeia Langstroth?
  4. Que madeira usar e como tratar a caixa?
  5. Que ferramentas são usadas para montar os quadros?
  6. Como montar os quadros passo a passo?
  7. Lâmina inteira ou tiras de cera?
  8. Como conservar colmeias e quadros?
  9. Vale mais comprar a colmeia pronta ou fazer?
  10. Quantos quadros vão em cada caixa?
  11. Erros comuns na montagem
  12. Quando montar os quadros?
  13. Onde instalar a colmeia montada?

A colmeia Langstroth é a caixa de abelha mais usada no Brasil. Por trás dela há uma descoberta de 1851 que mudou a apicultura: o espaço abelha. Entender esse conceito é o que separa uma colmeia que funciona de uma caixa que as abelhas colam inteira com própolis.

Este artigo junta as medidas da Embrapa Clima Temperado e as orientações de equipamento e montagem do Sistema de Produção de Mel da Embrapa Meio-Norte.

Por que a Langstroth é o padrão?

O Sistema de Produção de Mel registra que o modelo indicado pela Confederação Brasileira de Apicultura como padrão é o Langstroth, e recomenda que o apicultor padronize o apiário, sem misturar modelos.

O motivo é prático. Com todas as caixas no mesmo padrão:

  • Quadros passam de uma colmeia para outra — para fortalecer enxames fracos ou dividir fortes.
  • Melgueiras compradas prontas se encaixam.
  • Centrífugas e equipamentos de extração recebem os quadros sem adaptação.

O que é o espaço abelha?

A Embrapa conta a história: em 1851, o reverendo Lorenzo Lorraine Langstroth observou que as abelhas depositavam própolis em qualquer espaço menor que cerca de 4,7 mm e construíam favos em espaços maiores que 9,5 mm. O intervalo entre essas duas medidas ele chamou de espaço abelha.

Na colmeia, o espaço abelha é a folga livre que deve existir:

  • entre as laterais da caixa e os quadros;
  • entre os quadros e o fundo;
  • entre os quadros e a tampa;
  • entre os quadros.

A Embrapa indica que esse espaço deve ter no mínimo 4,8 mm e no máximo 9,5 mm:

Folga O que as abelhas fazem
Menor que o espaço abelha Impede o trânsito; elas vedam com própolis
Dentro do espaço abelha Circulam livremente
Maior que o espaço abelha Constroem favo ou vedam com própolis

É por isso que a Embrapa afirma que, na construção das colmeias, o espaço abelha deve ser rigorosamente respeitado. Foi ele que permitiu os quadros móveis: retirados pelo topo e movidos lateralmente, como páginas de um livro, sem quebrar favos.

Quais são as partes e as medidas da colmeia Langstroth?

A Embrapa descreve a colmeia racional como composta de tampa, sobrecaixa (melgueira ou sobreninho), ninho, fundo e quadros, com o alvado como entrada das abelhas.

Partes da colmeia Langstroth: tampa, melgueira, ninho, quadros, fundo e alvado1. Tampa; 2. Melgueira; 3. Ninho; 4. Quadros (caixilhos); 5. Fundo; 6. Alvado 123456
  1. Tampa — fecha a colmeia por cima
  2. Melgueira — sobrecaixa onde as abelhas guardam o mel para colheita
  3. Ninho — caixa de baixo, onde ficam a rainha e a cria
  4. Quadros (caixilhos) — molduras móveis onde as abelhas constroem os favos
  5. Fundo — base sobre a qual o ninho se apoia
  6. Alvado — entrada das abelhas, na frente, junto ao fundo
Colmeia vista de lado, com a frente (alvado) à esquerda e o ninho em corte para mostrar os quadros. Desenho esquemático, fora de escala.

As dimensões internas, segundo a publicação da Embrapa Clima Temperado sobre caixas-isca:

Peça Comprimento Largura Altura
Ninho 46,5 cm 37,0 cm 24,0 cm
Melgueira 46,5 cm 37,0 cm 14,5 cm
Fundo 60,0 cm 41,0 cm 2,0 cm
Tampa 51,0 cm 44,0 cm —
Quadro de ninho 42,9 a 48,1 cm 2,8 cm 23,3 cm
Quadro de melgueira 42,9 a 48,1 cm 2,8 cm 13,8 cm

Repare que ninho e melgueira têm a mesma planta e mudam só na altura. O ninho é onde a rainha põe; a melgueira é onde as abelhas guardam o mel que será colhido. Mais detalhes sobre modelos estão na biblioteca de caixas de abelha.

Acessórios da colmeia

O Sistema de Produção de Mel descreve acessórios usados no manejo:

  • Tela excluidora — entre o ninho e a sobrecaixa, impede a rainha de subir para a melgueira de produção.
  • Tela excluidora de alvado — encaixada na entrada, evita a saída da rainha na enxameação.
  • Tela de transporte — permite ventilar a colmeia durante o transporte sem fuga das abelhas.
  • Redutor de alvado — diminui a entrada em épocas frias e na entressafra, ajudando na termorregulação e na defesa contra saque.

Que madeira usar e como tratar a caixa?

A Embrapa recomenda:

  • Madeira de boa qualidade, como cedro, aroeira ou pau-d’arco, para maior vida útil.
  • Madeira bem seca, para evitar deformação depois de montada.
  • Espessura livre, desde que se respeitem as medidas internas da caixa e as externas dos quadros.
  • Pintura só por fora, com tinta látex de cor clara e boa qualidade.
  • Nunca pintar por dentro.

Que ferramentas são usadas para montar os quadros?

O Sistema de Produção de Mel lista o material de preparo:

Ferramenta Função
Martelo e alicate Manutenção das caixas e “aramar” os quadros
Arame nº 22 ou nº 24 Sustentar a lâmina de cera alveolada; inox é mais resistente e durável
Esticador de arame Suporte de metal onde o quadro é encaixado para tensionar o arame
Carretilha Roda dentada que fixa a cera no arame
Incrustador elétrico Fixa a cera aquecendo levemente o arame
Limpador de canaleta Raspa a cera velha da canaleta do quadro

Sobre o arame, a Embrapa dá o critério: deve permitir leve tensionamento sem romper, mas não ser grosso demais, o que dificultaria a fixação da cera.

Como montar os quadros passo a passo?

1. Limpe o quadro

Em quadros reaproveitados, raspe a cera velha da canaleta com o limpador de canaleta ou uma faca. A lâmina nova precisa encaixar sem obstáculo.

2. Passe o arame

Passe o arame pelos furos das laterais do quadro, formando fios paralelos. Use arame nº 22 ou 24, de preferência inox.

3. Estique

Encaixe o quadro no esticador e tensione o arame até ficar firme, sem romper. Alicates também funcionam, mas, segundo a Embrapa, sem a mesma eficiência e praticidade do esticador.

4. Posicione a cera alveolada

Encaixe a lâmina de cera alveolada na canaleta, apoiada sobre os fios.

5. Incruste a cera no arame

Passe a carretilha sobre os fios, pressionando a cera contra o arame, ou use o incrustador elétrico, que aquece o arame e derrete a cera em volta dele. A lâmina fica presa e não despenca com o peso do favo.

6. Confira o espaço abelha na caixa

Coloque os quadros no ninho ou na melgueira e confira as folgas. Quadro torto, caixa empenada ou tampa mal encaixada quebram o espaço abelha — e as abelhas respondem com própolis ou favo fora do lugar.

Lâmina inteira ou tiras de cera?

Depende do uso. Na caixa-isca, a Embrapa Clima Temperado indica tiras de cera alveolada de cerca de 3 cm para orientar a construção dos favos. Mas recomenda substituí-las por lâminas inteiras na primeira revisão: favos construídos só a partir de tiras tendem a sair tortos, incompletos e com alvéolos de zangão.

Na colmeia de produção, use lâminas inteiras. A captura com caixa-isca está detalhada em caixa-isca para capturar enxame.

Como conservar colmeias e quadros?

A colmeia bem montada dura anos se for bem conservada. O Sistema de Produção de Mel da Embrapa traz cuidados que valem especialmente para prevenir as traças-da-cera (Galleria mellonella e Achroia grisella), cujas larvas abrem galerias nos favos e atacam também a cera armazenada:

  • Manter as colmeias fortes, porque as fracas são atacadas com mais facilidade.
  • Reduzir o alvado na entressafra e no frio.
  • Não deixar colmeias vazias nem restos de cera no apiário.
  • Trocar periodicamente os quadros com cera velha.
  • Armazenar favos e lâminas de cera em local arejado e claro, de preferência protegido com tela. A Embrapa observa que temperaturas abaixo de 7 °C também ajudam no controle.

A Embrapa não recomenda controle químico das traças, porque os produtos podem deixar resíduos na cera que passam para o mel.

Para a caixa em si: revise a pintura externa, troque peças empenadas e mantenha os cavaletes com proteção contra formigas e cupins.

Vale mais comprar a colmeia pronta ou fazer?

As duas opções funcionam, desde que o resultado respeite as medidas e o espaço abelha. A Embrapa registra que as caixas podem ser compradas ou feitas pelo próprio apicultor.

  • Comprar pronta é mais rápido e reduz o risco de medida errada, mas vale conferir se o fornecedor segue o padrão Langstroth e se a madeira está seca.
  • Fazer em casa compensa para quem tem marcenaria e madeira adequada, mas exige precisão: alguns milímetros fora do espaço abelha bastam para as abelhas colarem tudo com própolis.

Em qualquer caso, padronize. Misturar caixas de fornecedores diferentes é a forma mais comum de descobrir que os quadros não se encaixam.

Colmeia Langstroth em vista explodida, do fundo à tampa, com um quadro de favo retirado ao lado
  1. Fundo — base com o alvado, a entrada das abelhas
  2. Ninho — caixa onde ficam a rainha e a cria
  3. Quadro — moldura com o favo de cera
  4. Tela excluidora — opcional; impede a rainha de subir para a melgueira
  5. Melgueira — caixa onde as abelhas guardam o mel colhido
  6. Tampa interna (entretampa) — com furo central
  7. Tampa — cobertura externa, de preferência com chapa
Ilustração: colmeia Langstroth montada, peça por peça.

Quantos quadros vão em cada caixa?

Depende do fornecedor e da largura interna da caixa, e por isso é mais seguro conferir com quem fabrica do que adotar um número genérico. O que não muda é o critério: os quadros precisam caber com o espaço abelha entre eles e entre eles e as laterais, sem folgas que levem as abelhas a construir favo fora dos quadros. Caixa com quadros faltando estimula favo irregular; caixa apertada demais esmaga abelhas no manejo.

Erros comuns na montagem

  1. Misturar modelos e medidas. Quadros de fornecedores diferentes podem não se encaixar.
  2. Usar madeira verde. Ela empena e abre frestas.
  3. Pintar por dentro. A Embrapa é explícita: não pintar o interior.
  4. Arame frouxo. A lâmina ondula e o favo sai torto.
  5. Ignorar o espaço abelha. É a regra que faz a Langstroth funcionar.

Quando montar os quadros?

Com antecedência. A melhor época para montar e aramar quadros é a entressafra, quando há pouco trabalho no apiário. Chegar ao início da florada com quadros prontos permite acrescentar melgueiras no momento em que a colônia precisa de espaço, sem atrasar a produção. Guarde os quadros montados em local arejado e protegido, como recomenda a Embrapa para favos e lâminas de cera, para evitar a traça-da-cera.

Onde instalar a colmeia montada?

A Embrapa recomenda cavaletes individuais, com colmeias a 50 cm do solo, no mínimo 2 metros entre elas, em área sombreada e longe de casas e estradas. O Sistema de Produção de Mel da Embrapa dá as distâncias que valem conferir antes de escolher o terreno:

Referência Distância recomendada
Currais, casas, escolas, estradas movimentadas, aviários no mínimo 400 m
Engenhos, sorveterias, fábricas de doces, lixões, matadouros no mínimo 3 km
Fonte de água para as abelhas entre 100 m e 500 m

A água não deve ficar colada às colmeias porque as abelhas liberam os dejetos fora da caixa e contaminariam a fonte; longe demais, gastam energia para buscá-la. O passo a passo completo do começo na atividade está em apicultura para iniciantes, e o equipamento de proteção em material de apicultura para iniciante.

Ninho e melgueira no padrão Langstroth, o mais usado no Brasil. Peças intercambiáveis facilitam revisão, divisão e colheita.Primeira colmeia padrãoCaixa Langstroth completa com 1 melgueiraLâminas de cera alveolada para fixar nos quadros com arame. Guiam a construção dos favos e poupam trabalho e mel das abelhas.Lâminas para os quadrosCera alveolada pura 1 kgReúne de uma vez o que o manejo pede: fumigador, formão, escova para afastar abelhas do quadro, faca desoperculadora para a colheita e luvas longas. Comprar em kit sai mais barato que peça por peça e evita esquecer algo no dia da revisão.Quem está montando o primeiro apiárioKit de ferramentas de apicultura com 22 peças e bolsaNinho e melgueira no padrão Langstroth, o mais usado no Brasil. Peças intercambiáveis facilitam revisão, divisão e colheita.Primeira colmeia padrãoCaixa Langstroth completa com 1 melgueiraNinho e melgueira no padrão Langstroth, o mais usado no Brasil. Peças intercambiáveis facilitam revisão, divisão e colheita.Comprar agora →A fumaça acalma as abelhas durante a revisão, e um fumigador grande mantém a fumaça por mais tempo sem precisar reabastecer no meio do manejo. Corpo galvanizado e fole com cabo de madeira para uso no campo.Apiário com várias colmeiasFumigador grande para apicultura, 6 litros, galvanizadoA fumaça acalma as abelhas durante a revisão, e um fumigador grande mantém a fumaça por mais tempo sem precisar reabastecer no meio do manejo. Corpo galvanizado e fole com cabo de madeira para uso no campo.Comprar agora →

Perguntas frequentes

Quais são as medidas internas da colmeia Langstroth?

Segundo a Embrapa Clima Temperado, o ninho mede 46,5 x 37,0 x 24,0 cm e a melgueira 46,5 x 37,0 x 14,5 cm, com a mesma planta. O fundo tem 60,0 x 41,0 x 2,0 cm e a tampa 51,0 x 44,0 cm. Os quadros de ninho têm 23,3 cm de altura e os de melgueira, 13,8 cm.

O que é o espaço abelha?

É a folga livre entre as partes da colmeia, entre laterais e quadros, quadros e fundo, quadros e tampa e entre os quadros. A Embrapa indica de 4,8 a 9,5 mm. Menor, impede a passagem das abelhas; maior, elas vedam com própolis ou constroem favo.

Qual arame usar nos quadros?

A Embrapa indica arame nº 22 ou nº 24, de preferência de aço inox, mais resistente e durável. Ele deve aguentar um leve tensionamento sem romper, mas não ser grosso demais, o que dificultaria a fixação da cera alveolada.

Posso pintar a colmeia?

Por fora, sim. A Embrapa recomenda pintar a parte externa com tinta látex de cor clara e boa qualidade, o que ajuda na conservação. Por dentro, as colmeias não devem ser pintadas.

Qual madeira usar para fazer a colmeia?

A Embrapa recomenda madeira de boa qualidade, como cedro, aroeira ou pau-d'arco, bem seca para não deformar. A espessura da tábua pode variar, desde que as medidas internas da caixa e as externas dos quadros sejam respeitadas.

Posso usar tiras de cera em vez de lâmina inteira?

Na caixa-isca, tiras de cerca de 3 cm orientam a construção. Mas a Embrapa recomenda trocá-las por lâminas inteiras na primeira revisão, porque favos feitos só com tiras tendem a sair tortos, incompletos e com alvéolos de zangão.

Fontes

  1. Sistema de Produção de Mel — Embrapa Meio-Norte, Sistemas de Produção 3, versão eletrônica (conteúdo de 2003) (Langstroth é o modelo indicado pela Confederação Brasileira de Apicultura como padrão; colmeia com tampa, sobrecaixa, ninho, fundo e quadros; espaço abelha de no mínimo 4,8 mm e no máximo 9,5 mm entre as partes; madeira de boa qualidade e bem seca, pintada só por fora com tinta clara, nunca por dentro; arame nº 22 ou 24, de preferência inox, esticado no quadro para sustentar a cera alveolada, fixada com carretilha ou incrustador elétrico; apiário a no mínimo 400 m de currais, casas, escolas e estradas movimentadas e a 3 km de engenhos, fábricas de doces e lixões; água limpa entre 100 e 500 m; colmeias em cavaletes individuais a 50 cm do solo e a no mínimo 2 m umas das outras, à sombra; revisão cerca de 15 dias após instalar enxame novo, a cada 15 dias nas melgueiras durante a florada e mensal na entressafra; trabalhar entre 8 e 11 h e 15 e 17h30, de preferência em dupla, com fumaça branca e fria; colher só quadros com no mínimo 90% dos alvéolos operculados, e não colher em dia chuvoso; legislação admite no máximo 20% de umidade no mel)↗oficial
  2. Como capturar enxames com caixas-isca — Luis Fernando Wolff, Embrapa Clima Temperado, coleção ABC da Agricultura Familiar 23, Brasília, 2009 (o Langstroth é o modelo adotado pela Confederação Brasileira de Apicultura como padrão nacional; dimensões internas — ninho de 46,5 x 37,0 x 24,0 cm, melgueira de 46,5 x 37,0 x 14,5 cm, fundo de 60,0 x 41,0 x 2,0 cm, tampa de 51,0 x 44,0 cm, quadros de ninho de 48,1 a 42,9 cm de comprimento por 2,8 cm de largura e 23,3 cm de altura, quadros de melgueira com 13,8 cm de altura; caixa-isca deve comportar no mínimo de 3 a 5 quadros de ninho, sendo o núcleo de cinco quadros de excelente resultado; alvado de no máximo 10 cm², equivalente a 5 cm de largura num alvado de 2 cm de altura, com a variante de 1 cm de altura por 10 cm de largura para impedir invasores maiores; caixas de cor clara, amarelas ou brancas, são mais visitadas que as escuras, embora a pintura pese menos que os demais fatores; caixas de papelão registraram maior atratividade que as de madeira; tiras de cera alveolada de cerca de 3 cm de altura induzem a construção correta dos favos; aromas atrativos incluem cera alveolada nova, própolis, capim-limão, erva-cidreira e laranjeira, além do geraniol da glândula de Nasanov; mel, rapadura e açúcar NÃO atraem operárias batedoras, e sim pilhadoras e formigas, levando as batedoras a descartar o local; caixas em local arejado, seco, elevado e protegido de insolação excessiva, sendo o sombreamento permanente mais prejudicial que o excesso de sol, a mais de 1 metro do solo, com enxames em cavidades naturais do Cerrado e da Caatinga encontrados entre 1,10 m e 3 m; melhor época é o início da estação das flores — primavera no Sul e inverno chuvoso no Norte; revisão das caixas-isca a cada 7 a 10 dias, abrindo a caixa somente 3 a 7 dias após a captura para evitar abandono; quadros com tiras de cera devem ser substituídos por lâminas inteiras na primeira revisão, porque favos feitos só com tiras tendem a sair tortos, incompletos e com alvéolos de zangão)↗oficial

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