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Simulador de rentabilidade da piscicultura de tilápia
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A rentabilidade da tilápia depende de quatro números: quantos peixes chegam à despesca, quanto pesam, quanta ração gastaram e quanto custa o quilo dessa ração. No painel da Embrapa em Tubarão-SC, a propriedade típica estocava 3 peixes/m², tinha 80% de sobrevivência, despescava a 700 g e convertia 1,47 kg de ração por kg de peixe. A ração foi cerca de 75% do custo operacional efetivo.
Guia · R$ 19,9Guia de Iscas e Massas para Tilápia e Pesca de RioComo a conta funciona
- Alevinos = área × densidade.
- Peixes na despesca = alevinos × sobrevivência.
- Biomassa = peixes × peso final.
- Ração = biomassa × conversão alimentar.
- Margem = biomassa × preço do peixe − ração × preço da ração − outros custos.
O painel da Embrapa em números
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Lâmina d’água | 1,5 ha em 3 viveiros |
| Densidade | 3 peixes/m² |
| Sobrevivência | 80% |
| Peso final | 700 g |
| Conversão alimentar | 1,47 |
| Ciclo | 365 dias + 15 dias de vazio sanitário |
| Ração no custo operacional efetivo | R$ 69.825 de R$ 93.276 |
| Preço de nivelamento (COE) | R$ 3,70/kg, com venda a R$ 3,80/kg |
Fonte: custos de produção de tilápia em viveiro escavado em Tubarão-SC, Embrapa Pesca e Aquicultura. A margem do painel foi de só R$ 0,10 por quilo: pequenas variações na conversão alimentar ou no preço da ração viram prejuízo. Teste os dois campos no simulador.
Para fechar a conta do seu ciclo
Ração boa e bem fornecida é o que segura a conversão — veja ração para tilápia: como escolher e qualidade da água na piscicultura. Antes de estocar, confira o número de alevinos na calculadora de povoamento. Para registrar biometria, ração e custo durante o ciclo, a Planilha de Custo e Produção de Tilápia faz as contas aba por aba.
Perguntas frequentes
De onde vêm os valores padrão?
Do painel de custos de produção de tilápia em viveiro escavado de Tubarão-SC, do Projeto Campo Futuro da Aquicultura (CNA/Embrapa Pesca e Aquicultura), publicado em 2016: 3 peixes/m², 80% de sobrevivência, 700 g na despesca e conversão alimentar de 1,47, em ciclo de 365 dias.
Por que os preços não vêm preenchidos?
Os preços do painel são de 2016 — R$ 3,80 o quilo do peixe e cerca de R$ 1,89 o quilo médio da ração — e já não servem como referência. Digite os preços da sua região; a conta só vale com eles.
O que entra em outros custos?
Alevinos, energia dos aeradores, mão de obra da despesca, manutenção e impostos. No painel, esses itens somaram cerca de 25% do custo operacional efetivo; a ração foi o resto.
Posso aumentar a densidade para lucrar mais?
Só com aeração. Mais peixes por metro quadrado aumentam a competição por oxigênio, e o primeiro sinal é o crescimento mais lento — o que piora a conversão e corrói a margem. Use a calculadora de povoamento para checar a meta de biomassa.
Fontes
- Piscicultores e técnicos discutem os custos de produção de tilápia em viveiro escavado em Tubarão – SC — Andrea E. Pizarro Munoz, Embrapa Pesca e Aquicultura, Ativos da Aquicultura ed. 23, 2016 (Projeto Campo Futuro da Aquicultura CNA/Embrapa; propriedade típica com 1,5 ha de lâmina d'água em 3 viveiros, tilápia GIFT, densidade de estocagem de 3 peixes/m², alevinos de 0,5 g, ciclo de 365 dias, sobrevivência de 80%, peso médio final de 700 g, conversão alimentar de 1,47, biomassa final de 25.200 kg e 37.012,50 kg de ração; preço de venda de R$ 3,80/kg; ração de R$ 69.825,00 no COE de R$ 93.275,80, ou R$ 2,77 por kg de peixe; preço de nivelamento de R$ 3,70/kg pelo COE e de R$ 4,33/kg pelo COT)↗oficial
- Manual de piscicultura familiar em viveiros escavados — Embrapa Pesca e Aquicultura, Brasília, 2015, de Adriana Ferreira Lima e outros (vazão recomendada de 10 a 20 L/s por hectare de lâmina d'água, podendo ser menor em viveiros bem construídos; terreno plano ou com declividade de até 2%, evitando acima de 4%; solo de textura média, com 15% a 35% de argila, identificável em campo pelo teste da letra S, com compactação a cada 20 cm de deposição e remoção do material vegetal de 10 a 30 cm abaixo do nível do solo; viveiro retangular, com profundidade de cerca de 1,20 m na parte rasa e de 1,5 a 1,7 m na mais funda, e declividade de fundo de 0,5% a 2% no sentido da entrada para a saída; talude de 3:1 na borda interna e 2:1 na externa, com crista de 2 a 3 m ou 5 m para passagem de veículos; desinfecção com cal virgem ou hidratada a 200 kg por 1.000 m² dois a três dias antes do enchimento, sendo vedado o uso de cal durante o cultivo; calagem com calcário quando o pH for menor que 6,5 ou a alcalinidade inferior a 20 mg/L; adubação inicial e de manutenção com esterco de aves, suíno ou bovino ou adubo químico; valores adequados de qualidade da água — oxigênio dissolvido acima de 4 mg/L, transparência de 35 a 40 cm medida com disco de Secchi, pH de 6,5 a 8,0, alcalinidade acima de 20 mg/L, gás carbônico abaixo de 10 mg/L, amônia abaixo de 0,10 mg/L, nitrito abaixo de 0,03 mg/L e temperatura de 26 °C a 32 °C; oxigênio deve ser medido entre 6h e 8h, antes da primeira alimentação, porque o menor teor do dia ocorre no início da manhã; densidade de engorda permitindo produção final de 8.000 a 10.000 kg/ha em viveiros escavados, de 6.000 a 8.000 kg/ha em barragens e represas, cerca de 80 kg/m³ em tanque-rede para espécies nativas e de 100 a 150 kg/m³ para tilápia; mortalidade comum de até 10% ao final da alevinagem; em exemplo documentado de ciclo em viveiro de 215 m², a ração representou 88% do custo de produção)↗oficial
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