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Ração para porco: qual usar em cada fase

Resposta rápida

A ração para porco muda com a fase: leitão na creche, crescimento, terminação e matriz gestante ou em lactação têm exigências diferentes. Você pode comprar ração pronta, mais prática, ou concentrado (ou núcleo) para misturar com milho e farelo de soja na propriedade, o que costuma compensar para quem produz ou compra milho barato. Em qualquer caso, use o produto da fase certa e siga a proporção de mistura da embalagem, sem inventar fórmula.

Leitões, suíno jovem e matriz comem rações distintas em cochos de uma pequena granja brasileira.
Ração pronta ou mistura com milho deve acompanhar cada fase do crescimento dos suínos.
Neste artigo
  1. Ração pronta ou concentrado com milho
  2. As fases
  3. Erros que custam caro
  4. Marcas
  5. Como montar a rotina de trato
  6. Concentrado ou núcleo: como fazer a mistura
  7. A matriz pede atenção própria
  8. Água e ambiente contam como ração
  9. Quando chamar o veterinário

Ração pronta ou concentrado com milho

Opção Como usa Quando compensa
Ração pronta Direto no cocho Poucos animais, sem estrutura para misturar
Concentrado Misturado com milho Quem planta ou compra milho em conta
Núcleo Misturado com milho e farelo de soja Quem mistura em volume e controla a fórmula

O concentrado da lista abaixo, por exemplo, é para a fase de crescimento e vem em saco de 5 kg, para misturar conforme a recomendação da embalagem. A proporção muda de produto para produto: leia o rótulo antes de misturar.

As fases

  • Creche: leitão recém-desmamado, mais sensível, com ração própria.
  • Crescimento e terminação: a maior parte do consumo de ração da vida do porco.
  • Gestação e lactação: a matriz tem ração própria em cada fase.

Na engorda, a Embrapa cita como referência conversão alimentar máxima de 3 kg de ração por kg de ganho, além de um bebedouro para cada dez animais e uma boca de comedouro para cada quatro. Para a matriz gestante, a mesma publicação indica cerca de 2,0 kg/dia até os 90 dias e de 2,5 a 3,0 kg do 90º dia ao parto, ajustando pelo estado corporal.

Erros que custam caro

  1. Usar a mesma ração em todas as fases. Leitão subnutrido ou porco de engorda com ração cara demais.
  2. Misturar no olho. Proporção errada desbalanceia a ração inteira.
  3. Esquecer a água. A Embrapa mostra que a exigência de água praticamente dobra no calor.
  4. Guardar mal. Milho e ração úmidos mofam; guarde em local seco e longe de rato.

Marcas

Supra é um exemplo de fabricante de ração e concentrado para suínos, entre outros no mercado. Compare pelo uso e siga sempre a embalagem para quantidade e mistura.

Para começar a criação, veja como criar porco para iniciantes, chiqueiro: como construir e a biblioteca de nutrição de suínos.

Como montar a rotina de trato

Ter a ração certa resolve metade do problema. A outra metade é a rotina. Um roteiro simples para quem cria porco em pequena escala:

  1. Separe os animais por fase. Leitão de creche, porco de crescimento e porco de terminação comem rações diferentes. Misturar fases na mesma baia faz o maior comer a ração do menor.
  2. Separe por tamanho dentro da fase. Em lote desuniforme, os mais fracos ficam sem espaço no cocho e atrasam o lote todo.
  3. Calcule o espaço de cocho e de bebedouro. Use a referência da Embrapa citada acima: uma boca de comedouro para cada quatro animais e um bebedouro para cada dez na engorda.
  4. Troque de ração aos poucos. Ao mudar de fase, misture a ração antiga com a nova por alguns dias. Troca brusca costuma derrubar o consumo.
  5. Anote o que entra e o que sai. Quantos sacos foram consumidos e quanto o lote ganhou de peso. Sem anotação não dá para saber se a conversão está perto da referência de 3 kg de ração por kg de ganho.
  6. Limpe o cocho com frequência. Ração velha, molhada ou misturada com fezes é desperdício e porta de entrada para problema de saúde.

Concentrado ou núcleo: como fazer a mistura

Quem mistura na propriedade precisa de método. O passo a passo básico:

  1. Leia a embalagem. Ela traz a proporção de concentrado ou núcleo, milho e, no caso do núcleo, farelo de soja para cada fase.
  2. Pese, não meça no balde. Milho moído e concentrado têm densidades diferentes; um balde de cada não pesa a mesma coisa.
  3. Use milho de boa qualidade. Milho ardido, mofado ou carunchado prejudica o desempenho e pode trazer toxinas. Na dúvida, descarte.
  4. Misture bem. Vitaminas e minerais entram em quantidade pequena e precisam se espalhar por toda a ração. Mistura malfeita deixa uns porcos com excesso e outros com falta.
  5. Prepare em lotes pequenos. Ração misturada estraga mais rápido que o milho em grão. Faça a quantidade para poucos dias.

A matriz pede atenção própria

A porca gestante não deve engordar demais. A Embrapa explica que matrizes superalimentadas na gestação perdem mais peso na lactação e demoram a voltar ao cio depois do desmame. Por isso a quantidade diária muda com o estado corporal: a mesma publicação cita 2,0 kg para a matriz em bom estado, 2,5 kg para a fina, 2,7 kg para a magra e 1,8 kg para a gorda, até os 90 dias de gestação.

Na lactação, a lógica se inverte: a porca precisa comer bem para produzir leite e sustentar a leitegada. Use a ração de lactação indicada pelo fabricante e garanta água à vontade.

Água e ambiente contam como ração

Porco com sede come menos. A Embrapa mostra que, para suínos de 50 a 100 kg, a exigência de água vai de 5 a 10 L por dia a 22 °C para 12 a 18 L por dia a 35 °C. Bebedouro entupido, água quente ou vazão fraca derrubam o consumo de ração e, com ele, o ganho de peso.

Baia limpa, seca e com sombra também ajuda o animal a converter melhor. Calor excessivo faz o porco comer menos; frio faz gastar energia para se aquecer.

Quando chamar o veterinário

Queda de apetite em vários animais, diarreia, tosse, porcos amontoados ou atraso no crescimento podem não ser problema de ração. Antes de trocar de marca, procure um médico-veterinário para examinar o lote. Ele também ajuda a ajustar o programa de alimentação e o calendário sanitário da criação.

Para entender os modelos de produção, veja suinocultura independente ou integrada e linha macho e linha fêmea na suinocultura.

As opções abaixo cobrem o concentrado de crescimento e um curso de suinocultura.

Concentrado para suínos na fase de crescimento, para misturar com milho e farelo na propriedade conforme a recomendação da embalagem. Mais barato que ração pronta para quem produz o milho.Misturar ração na propriedadeConcentrado Supra para suínos em crescimento, 5 kgBebedouro tipo chupeta, que o porco aciona com a boca. Mantém a água limpa e reduz desperdício na baia.Água limpa na baiaKit 5 bebedouros chupeta inox para suínosBrincos numerados para identificar cada animal e anotar pesagens, partos e vacinas. Aplique com o alicate próprio e confira as regras de identificação do seu estado.Controle do rebanho50 brincos de identificação numerados (bovinos, suínos, ovinos)Concentrado para suínos na fase de crescimento, para misturar com milho e farelo na propriedade conforme a recomendação da embalagem. Mais barato que ração pronta para quem produz o milho.Misturar ração na propriedadeConcentrado Supra para suínos em crescimento, 5 kgConcentrado para suínos na fase de crescimento, para misturar com milho e farelo na propriedade conforme a recomendação da embalagem. Mais barato que ração pronta para quem produz o milho.Comprar agora →

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre concentrado e núcleo?

Ambos são misturados com milho na propriedade. O concentrado já traz a fonte de proteína e entra em proporção maior; o núcleo traz principalmente vitaminas e minerais e pede também o farelo de soja. A proporção certa está na embalagem de cada produto.

Posso dar só milho para o porco?

Não. Milho sozinho falta proteína, vitaminas e minerais, e o porco cresce devagar e engorda mal. O milho precisa ser balanceado com concentrado ou núcleo da fase.

Ração Supra é melhor que as outras?

Supra é um dos fabricantes do mercado, ao lado de outros. Compare pela fase indicada, pela forma de uso (pronta, concentrado ou núcleo) e pelos níveis de garantia do rótulo, e veja o que chega na sua região com regularidade.

Fontes

  1. Suínos: o produtor pergunta, a Embrapa responde — Coleção 500 Perguntas, 500 Respostas, editado por Lucimar Pereira Bonett e Cícero Juliano Monticelli, Embrapa Suínos e Aves, Concórdia (SC), 2ª edição revisada, 1998 (áreas recomendadas por fase em baia coletiva com piso totalmente ripado: creche da desmama a 25 kg de 0,20 a 0,25 m²/animal, crescimento de 25 a 60 kg de 0,50 a 0,65 m², terminação de 60 a 100 kg de 0,75 a 0,85 m², crescimento e terminação de 25 a 100 kg de 0,65 a 0,75 m², gestação em baia coletiva de 2,80 a 3,00 m² e lactação com escamoteador de 4,50 a 5,70 m², com áreas maiores em piso compacto; lotação máxima na creche de 3 leitões/m² em baias suspensas e 2,5 leitões/m² em baias no chão; cela parideira com área mínima de 4,32 m² e baia convencional de maternidade retangular de 6 m², com protetor antiesmagamento de 0,20 m de altura; escamoteador de 90 x 70 x 90 cm com porta de 25 x 25 cm, aquecido por lâmpada incandescente de 100 W com termostato, que economiza de 30% a 50% de energia; pé-direito mínimo de 2,5 m em edificações de 5 a 7 m de largura, 2,8 m de 7 a 10 m e 3 m acima disso; gestação com duração média de 114 dias, ou três meses, três semanas e três dias; alimentação da matriz gestante de cerca de 2,0 kg/dia até os 90 dias e de 2,5 a 3,0 kg do 90º dia ao parto, ajustada pelo estado corporal — 2,0 kg para matriz em bom estado, 2,5 kg para fina, 2,7 kg para magra e 1,8 kg para gorda; matrizes superalimentadas na gestação perdem mais peso na lactação e têm cio pós-desmame retardado; temperatura de conforto na gestação de 16 °C a 20 °C; leitoas de reposição alojadas aos 155 dias e machos aos 165 dias; transferência para a maternidade de sete a dez dias antes do parto; na engorda, conversão alimentar máxima de 3 kg de ração por kg de ganho, 1 m² por animal, um bebedouro para cada dez animais e uma boca de comedouro para cada quatro; peso de abate com ração única de terminação de até 110 kg para leitoas e até 100 kg para castrados, com cada semana a mais custando cerca de 1% de carne magra na carcaça, e a separação por sexo com arraçoamento diferenciado aumentando de 1% a 2% a carne magra; exigência de água que praticamente dobra de 22 °C para 35 °C, indo de 5 a 10 L/dia para 12 a 18 L/dia em suínos de 50 a 100 kg; reservatório dimensionado para cinco dias pela fórmula CR = (0,48 x suínos terminados por ano + fêmeas + machos) x 0,075; baias lavadas no dia da desocupação e mantidas vazias por no mínimo cinco dias após a desinfecção)↗oficial

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