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Dicas de pesque e pague: como pegar mais peixe no pesqueiro

Resposta rápida

No pesque e pague, pega mais quem copia a rotina do peixe: ele é tratado com ração, então massa e ração no anzol rendem mais. Escolha um ponto perto de onde o tratador joga comida, cerque com pouca ceva, ajuste a boia até achar a profundidade em que o peixe come e troque a isca quando parar de beliscar. Antes de tudo, leia as regras do local.

Pescadores em deck de madeira de pesqueiro usam varas com boia em tanque cercado de vegetação.
No pesque e pague, acertar a profundidade e a isca que o peixe já conhece faz a diferença.
Neste artigo
  1. Por que o peixe de pesqueiro é diferente do peixe de rio?
  2. Quais regras do pesqueiro você precisa conhecer antes de pescar?
  3. Como escolher o ponto certo no pesqueiro?
  4. Como cevar sem estragar a pescaria?
  5. Massa ou ração: qual isca rende mais?
  6. Qual a boia e a montagem certa para pesqueiro?
  7. Como acertar a profundidade?
  8. Qual o melhor horário para pescar no pesque e pague?
  9. Quais equipamentos levar para o pesqueiro?
  10. Como fisgar e tirar o peixe sem perder?
  11. Quais os erros mais comuns no pesque e pague?

Pesque e pague parece fácil: o lago tem peixe, o peixe tem fome, basta jogar a isca. Na prática, dois pescadores sentados lado a lado podem ter resultados muito diferentes no mesmo dia. A diferença quase nunca é a vara cara. É ponto, isca, profundidade e paciência. Este guia junta o que mais funciona para quem pesca em pesqueiro, seja tilápia, pacu, tambaqui ou carpa.

Se você ainda está montando o equipamento, comece pelo kit de pesca para iniciante. Para o resto do tema, veja a biblioteca de pesca amadora.

Por que o peixe de pesqueiro é diferente do peixe de rio?

Peixe de pesqueiro é criado e mantido com ração. Ele aprende o cheiro, o formato e até o barulho da ração caindo na água. A tilápia-do-nilo, por exemplo, é uma espécie exótica de origem africana muito criada no Brasil justamente porque aceita bem esse tipo de alimento. O pacu, que na natureza vive na bacia Paraná-Paraguai e come sementes e frutos que caem das árvores, também se adapta à ração no tanque.

Isso muda toda a estratégia:

  • A isca precisa lembrar a comida do dia a dia. Massa com ração e ração no anzol costumam render mais que isca de rio.
  • O peixe é desconfiado. Ele já foi fisgado, solto e fisgado de novo. Anzol grande e linha grossa espantam.
  • Existe uma rotina. O horário em que o tratador alimenta o lago define quando o peixe está com fome e onde ele se concentra.

Quais regras do pesqueiro você precisa conhecer antes de pescar?

Cada pesqueiro tem as próprias regras, e quebrar uma delas pode custar caro ou até tirar você do local. As mais comuns são:

Regra O que costuma variar O que fazer
Ceva Liberada, limitada ou proibida Pergunte antes de jogar qualquer coisa
Tipo de isca Algumas iscas vivas ou massas podem ser proibidas Confirme o que é aceito
Anzol Pode ser exigido anzol sem farpa Leve anzóis sem farpa na caixa
Pesque e solte Lagos só de soltura ou com cobrança por quilo Saiba em qual lago você está
Número de varas Limite por pescador Respeite o limite
Puçá e manuseio Uso obrigatório de puçá em alguns lagos Leve um puçá e molhe as mãos

Fora do pesqueiro, vale lembrar o que a lei diz: o Ministério da Pesca proíbe comercializar o pescado da pesca amadora, e o transporte deve permitir identificar a espécie e o tamanho, o que em geral impede levar peixe em postas, filés ou sem cabeça. Dentro do pesqueiro, a regra do estabelecimento é o que manda sobre levar ou soltar o peixe. A licença você tira pelo gov.br; o passo a passo está em licença de pesca amadora: como tirar.

Como escolher o ponto certo no pesqueiro?

O ponto é metade da pescaria. Chegue um pouco antes, ande pela margem e observe:

  1. Onde o tratador joga a ração. Peixe de pesqueiro passa boa parte do dia rondando esse lugar.
  2. Sombra. Árvore, cobertura ou o próprio quiosque fazem sombra, e nos horários quentes o peixe procura essas áreas.
  3. Entrada e saída de água. A água que entra costuma ser mais oxigenada e traz alimento.
  4. Vento. O vento empurra ração boiando e restos de comida para uma das margens. Muitas vezes é ali que o peixe está.
  5. Movimento na superfície. Peixe subindo, bolhas, rodamoinhos: tudo isso entrega cardume.

Evite ficar colado em outro pescador se ele já cevou o ponto. Além de ser falta de educação, você vai disputar o mesmo cardume e os dois vão pegar menos.

Como cevar sem estragar a pescaria?

Cevar é jogar comida na água para juntar o peixe perto da sua isca. Feito do jeito certo, funciona muito. Feito do jeito errado, enche a barriga do peixe e ele para de comer a isca.

  • Pouco e sempre. Um punhado de ração de tempos em tempos funciona melhor do que um balde de uma vez.
  • Sempre no mesmo lugar. A ideia é criar uma “mesa posta” exatamente onde a boia está.
  • Use o que o peixe come. Ração do próprio pesqueiro, quando eles vendem, é a melhor ceva porque é exatamente o que o peixe conhece.
  • Pare se o peixe estiver comendo a ceva e ignorando a isca. Diminua a ceva e deixe a isca ser a coisa mais fácil de comer ali.

Se a ceva for proibida, você ainda pode usar uma massa que se desmancha devagar no anzol, criando uma pequena trilha de cheiro.

Massa ou ração: qual isca rende mais?

As duas funcionam, e o ideal é levar as duas. Veja a comparação:

Isca Quando usar Vantagem Cuidado
Ração no anzol Peixe acostumado com ração, superfície ou meia-água É exatamente o que o peixe come Solta fácil e amolece rápido
Massa Quase qualquer situação Pode levar cheiro, cor e atrativo Precisa de ponto certo
Silicone Tilápia ativa Reutilizável, não estraga Precisa ser trabalhada
Frutas e milho Pacu e tambaqui Imita alimento natural Confirme se o pesqueiro aceita

A massa é a isca mais versátil e também a que mais dá errado. Mole demais, sai no arremesso. Dura demais, o peixe não consegue abocanhar. O ponto muda com a temperatura da água, com o tipo de peixe e até com o humor do cardume naquele dia. Quem quer aprender isso de verdade tem o curso Método o Segredo das Massas, em vídeo, que ensina o ponto certo para cada situação, ligas, essências e atrativos, e ainda traz bônus sobre montagem de chicotes como chuveirinho e balancinho.

Para tilápia, o kit de 100 iscas de silicone que imitam larvas e minhocas resolve os dias em que a massa não está funcionando ou você não quer sujar a mão. Elas duram várias pescarias e não estragam na caixa. Mais detalhes sobre cada isca estão em isca para tilápia: qual usar.

Qual a boia e a montagem certa para pesqueiro?

A boia é o seu indicador de beliscada. No pesqueiro, ela precisa ser sensível o bastante para mostrar a tilápia mexendo na isca e firme o bastante para não afundar sozinha com o peso do chumbo.

  • Boia pequena e fina para tilápia e peixe desconfiado. Ela mostra qualquer toque.
  • Boia maior para arremessar longe ou para peixe grande, como pacu e tambaqui.
  • Chumbo equilibrado. O ideal é que só a pontinha da boia fique fora da água. Assim o peixe sente pouca resistência ao puxar.

Entre as montagens mais usadas estão:

  • Boia simples com anzol único, para massa ou ração na meia-água.
  • Chuveirinho, uma mola onde se prende massa com vários anzóis pequenos ao redor; muito usada para tilápia e carpa.
  • Balancinho, que afasta o anzol da linha principal e reduz enrosco.
  • Pesca de fundo, sem boia, com chumbo correndo, para peixe que come no fundo.

Para ter tudo organizado sem ficar procurando anzol na mochila, o kit de maleta com acessórios reúne anzóis, chumbadas, boias e girador em compartimentos. Faz diferença quando você precisa trocar de montagem rápido no meio da pescaria.

Como acertar a profundidade?

Esse é o ajuste que mais gente ignora. O peixe pode estar comendo na superfície de manhã, descer para a meia-água quando o sol esquenta e ir para perto do fundo nas horas mais quentes. Se a isca está na altura errada, você não pega nada, mesmo com cardume embaixo.

  1. Comece com a isca mais ou menos no meio da profundidade do lago.
  2. Se em alguns minutos não houver beliscada, desça a isca.
  3. Se a boia deitar em vez de afundar, a isca provavelmente está encostando no fundo; suba um pouco.
  4. Quando pegar o primeiro peixe, anote mentalmente a altura e repita.

Se o pescador do lado está pegando e você não, a primeira coisa a comparar é a profundidade, antes mesmo da isca.

Qual o melhor horário para pescar no pesque e pague?

De forma geral, o começo da manhã e o fim da tarde costumam ser mais produtivos, com luz mais baixa e água menos quente. Mas no pesqueiro existe um fator a mais: o horário de trato. Pergunte quando o lago é alimentado. Logo antes do trato, o peixe costuma estar com fome; logo depois, pode estar satisfeito. Mais detalhes sobre clima, frente fria e lua estão em melhor horário para pescar.

Quais equipamentos levar para o pesqueiro?

Não precisa de nada sofisticado:

  • Vara de 1,65 m a 1,80 m.
  • Molinete de 2000 a 4000. O 2000 é ótimo para tilápia; o 4000 segura melhor peixe grande.
  • Linha dentro da faixa de resistência impressa na vara. Veja linha de pesca: qual usar.
  • Anzóis pequenos para tilápia e reforçados para pacu e tambaqui.
  • Boias de tamanhos diferentes, chumbos e giradores.
  • Puçá, alicate e pano úmido para manusear o peixe.
  • Massa, ração e, se quiser, iscas de silicone.

Como fisgar e tirar o peixe sem perder?

  • Espere a boia afundar de vez. Beliscadas leves fazem a boia tremer; a fisgada certa é quando ela some.
  • Fisgue com firmeza, sem exagero. Um puxão curto basta. Puxão forte demais rasga a boca do peixe.
  • Ajuste a fricção do molinete. Peixe grande dá arrancadas; se a fricção estiver travada, a linha arrebenta.
  • Use o puçá. Tirar peixe grande pela linha é o jeito mais comum de perder o peixe na beira.
  • Se for soltar, solte rápido. Mãos molhadas, pouco tempo fora da água e cuidado com as nadadeiras.

Quais os erros mais comuns no pesque e pague?

  1. Anzol grande demais para a boca da tilápia.
  2. Cevar em excesso e deixar o peixe sem fome.
  3. Ficar a manhã inteira na mesma profundidade sem pegar nada.
  4. Não trocar a massa, que perde o cheiro depois de um tempo na água.
  5. Ignorar as regras do pesqueiro e ter de ir embora mais cedo.
  6. Fisgar na primeira tremidinha da boia.

Corrija esses seis pontos e a diferença aparece já na próxima pescaria.

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Perguntas frequentes

Qual a melhor isca para pesque e pague?

Em geral, massa com cheiro de ração e a própria ração presa no anzol, porque é o que os peixes do pesqueiro comem todo dia. Para tilápia, iscas pequenas de silicone também funcionam quando o peixe está ativo.

Pode cevar no pesque e pague?

Depende do pesqueiro. Muitos permitem ceva com ração ou massa em pouca quantidade, outros proíbem ou vendem a própria ração. Pergunte na entrada antes de jogar qualquer coisa na água.

Qual o melhor horário para pescar no pesqueiro?

Costuma ser o começo da manhã e o fim da tarde, quando a luz é mais baixa e a água menos quente. Observe também o horário em que o tratador alimenta os peixes, porque eles se acostumam com essa rotina.

Precisa de licença de pesca no pesque e pague?

A licença de pesca amadora é emitida pelo Ministério da Pesca pelo gov.br e vale em todo o país. Em pesqueiro particular as exigências podem variar; na dúvida, tenha a licença e pergunte ao estabelecimento.

Por que o peixe belisca e não pega?

Normalmente o anzol está grande para a boca do peixe, a isca está mole e sai antes da fisgada ou você está puxando cedo demais. Diminua o anzol, firme a massa e espere a boia afundar de vez antes de fisgar.

Qual vara usar no pesque e pague?

Uma vara de 1,65 m a 1,80 m com molinete entre 2000 e 4000 atende a maior parte dos pesqueiros. O 2000 é bom para tilápia; para tambaqui e pacu grandes, prefira o 4000 com linha mais forte.

Fontes

  1. Cartilha da pesca amadora e esportiva — Ministério da Pesca e Aquicultura: a pesca amadora exige licença, emitida pelo gov.br, nas modalidades desembarcada e embarcada; a embarcada também vale para pescar da margem↗oficial
  2. FishBase: Oreochromis niloticus (tilápia-do-nilo)↗
  3. FishBase: Piaractus mesopotamicus (pacu)↗

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