Neste artigo
- Quem é o pacu?
- Qual a melhor isca para pacu?
- Qual a montagem certa para pacu?
- Que anzol, linha e molinete usar?
- Como fisgar o pacu sem perder?
- Onde achar o pacu no pesqueiro?
- Como pescar pacu no rio?
- Como soltar o pacu corretamente?
- Qual a diferença entre pacu, tambaqui e tambacu?
- Qual o melhor horário e época para pescar pacu?
- Como preparar a massa para pacu?
- Erros comuns na pesca de pacu
O pacu é um dos peixes mais disputados nos pesqueiros do Brasil. Ele briga muito, faz arrancadas fortes e testa equipamento e paciência. Também é um peixe nativo de grande importância, que pede cuidado quando a pesca é na natureza. Este guia cobre as duas situações: pesqueiro e rio.
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Quem é o pacu?
O pacu (Piaractus mesopotamicus) é nativo da bacia Paraná-Paraguai, o que inclui o Pantanal. Na natureza, os adultos usam as florestas alagadas na cheia e comem nozes e sementes que caem das árvores. É por isso que tem boca forte e dentes que esmagam alimento duro. O peso publicado chega a 20 kg.
Em 2020, a IUCN classificou o pacu como quase ameaçado. Não significa que ele esteja em risco imediato, mas é um alerta. Na natureza, a melhor atitude é o pesque e solte, e sempre respeitar o tamanho mínimo e o defeso, que variam por estado e bacia. Confira a norma estadual e as regras do IBAMA e do Ministério da Pesca da sua região.
Nos pesqueiros, o pacu é criado e solto nos lagos, e as regras de levar ou soltar são as do estabelecimento.
Qual a melhor isca para pacu?
O pacu é onívoro com preferência por frutas, sementes e grãos. As iscas mais usadas são:
| Isca | Onde funciona | Vantagem | Cuidado |
|---|---|---|---|
| Massa | Pesqueiro | Pode levar cheiro de ração e de fruta | Precisa ser firme para aguentar a mordida |
| Ração | Pesqueiro | É o que o peixe come no dia a dia | Solta fácil; prenda bem |
| Frutas | Pesqueiro e rio | Imita o alimento natural | Escolha frutas firmes |
| Milho cozido | Pesqueiro e rio | Fácil de achar e iscar | Peixes pequenos roubam |
| Sementes e castanhas | Rio | Alimento natural na cheia | Depende da região |
No pesqueiro, a massa é a isca mais versátil. Ela pode ser feita com cheiro de ração, de fruta ou com atrativos, e o ponto precisa ser firme para resistir às mordidas do pacu, que esmaga a isca antes de engolir. Acertar esse ponto é a parte mais difícil. O curso Método o Segredo das Massas ensina em vídeo o ponto da massa para cada situação, as ligas e os atrativos, com bônus sobre montagem de chicotes.
No rio, observe quais frutos e sementes caem na água naquela época. O pacu costuma ficar debaixo das árvores que estão frutificando.
Qual a montagem certa para pacu?
Com boia
A mais usada em pesqueiro. Boia firme, que aguente o peso da isca e o arremesso, com anzol reforçado e a isca na meia-água ou na superfície. Muitos pacus comem perto da superfície, principalmente quando o tratador joga ração.
De fundo
Chumbo correndo na linha principal, girador e um trecho de linha até o anzol. Boa opção quando o pacu está comendo no fundo, em lagos fundos ou no rio.
Isca de superfície
Ração ou fruta boiando, com pouca ou nenhuma chumbada. Quando o pacu está “batendo” na superfície, é uma das formas mais emocionantes de pescar.
Que anzol, linha e molinete usar?
O pacu é forte e tem boca dura. Equipamento leve demais é o principal motivo de perder o peixe.
- Vara: firme, de 1,65 m a 1,80 m é suficiente para a maioria dos pesqueiros. Veja vara de pesca: como escolher.
- Molinete: tamanho 4000 é o mais indicado para segurar pacu grande. O Marine Sports Arena 4000 é uma opção para quem quer só o molinete; o kit Frost Acqua 1,80 m com molinete 4000 já vem com a vara combinando.
- Linha: resistente e dentro da faixa da vara. A linha multifilamento, como a Multi X4 de 300 m, tem pouca elasticidade e boa resistência para o diâmetro; a monofilamento estica mais e perdoa erro. Compare em linha de pesca: qual usar.
- Anzol: reforçado. Anzol fino pode abrir ou quebrar na mordida.
- Girador e líder: em alguns lagos, os dentes do pacu podem cortar linha fina perto do anzol; um trecho de linha mais grossa ajuda.
Como fisgar o pacu sem perder?
O pacu tem um jeito próprio de comer. Ele costuma mordiscar, esmagar a isca e só depois levar. Quem fisga na primeira tremida da boia tira a isca da boca do peixe.
- Espere a boia afundar de vez ou a linha começar a correr.
- Fisgue com firmeza. A boca do pacu é dura; um puxão fraco não crava o anzol.
- Deixe a fricção trabalhar. Na arrancada, a linha deve sair. Fricção travada arrebenta a linha.
- Mantenha a vara alta e recolha quando o peixe der folga.
- Use o puçá. Tirar pacu grande pela linha é a forma mais comum de perder o peixe na margem.
Onde achar o pacu no pesqueiro?
- Perto do lugar onde o tratador joga ração.
- Embaixo de árvores na margem, principalmente se caem frutas.
- Na superfície, em dias quentes, quando ele sobe para comer.
- Em pontos com entrada de água.
Pergunte ao pesqueiro em qual lago estão os pacus e qual isca está funcionando. A turma do pesqueiro costuma saber. Mais dicas em pesque e pague: dicas.
Como pescar pacu no rio?
No rio, a pesca é mais desafiadora e exige mais responsabilidade:
- Procure árvores frutíferas na margem, principalmente na época em que os frutos caem.
- Procure remansos e áreas alagadas, onde o pacu busca alimento.
- Use iscas naturais da região, como frutos e sementes que o peixe já come.
- Tenha licença. A pesca amadora exige a licença do Ministério da Pesca, tirada pelo gov.br. Em águas continentais, o limite de transporte é de até 10 kg mais um exemplar.
- Respeite defeso e tamanho mínimo, que variam por estado e bacia.
- Prefira o pesque e solte, lembrando que o pacu é classificado como quase ameaçado.
Como soltar o pacu corretamente?
- Mantenha o peixe na água o máximo possível.
- Molhe as mãos antes de pegar.
- Use alicate para tirar o anzol com rapidez.
- Segure com apoio na barriga, sem apertar.
- Na hora de soltar, segure o peixe na água até ele nadar sozinho.
Cuidado com os dentes: o pacu esmaga alimento duro e pode machucar o dedo de quem vacila.
Qual a diferença entre pacu, tambaqui e tambacu?

No pesqueiro é comum ouvir os três nomes, e muita gente confunde. O pacu (Piaractus mesopotamicus), também chamado de pacu-caranha, é a espécie nativa da bacia Paraná-Paraguai de que falamos aqui, segundo o FishBase. O tambaqui (Colossoma macropomum) é outro peixe redondo, nativo das bacias Amazônica e do Orinoco, que pode passar de 1 metro de comprimento, conforme o FishBase, e também é muito criado em pesqueiros. O tambacu é um híbrido de piscicultura, obtido do cruzamento da fêmea de tambaqui com o macho de pacu; o cruzamento inverso (fêmea de pacu com macho de tambaqui) é chamado de paqui. Segundo artigo de Fernando Kubitza na revista Panorama da Aqüicultura (mar./abr. 2004), o tambacu foi buscado por juntar a maior tolerância ao frio herdada do pacu com o crescimento mais rápido do tambaqui. Nenhum dos dois híbridos é uma espécie da natureza. Para o pescador, a pescaria é parecida: os três comem ração, frutas e massa, têm boca forte e brigam muito. O que muda é o tamanho que o peixe pode alcançar e as regras de cada pesqueiro. Pergunte ao estabelecimento qual peixe está em cada lago.
Peixes redondos e híbridos que aparecem no pesqueiro
A Embrapa agrupa pacu, tambaqui e pirapitinga como peixes redondos e descreve os híbridos mais comuns na piscicultura. A regra do nome é pôr primeiro a espécie da fêmea:
| Peixe | Origem | O que a Embrapa destaca |
|---|---|---|
| Pacu | nativo da bacia do rio Prata | mais resistente a temperaturas baixas |
| Tambaqui | nativo da bacia Amazônica | cresce mais rápido que pacu e pirapitinga |
| Pirapitinga | bacias do Norte (Tocantins-Araguaia e Amazonas) | mais carne no lombo |
| Tambacu | fêmea de tambaqui × macho de pacu | o híbrido mais produzido; tolera mais o frio que o tambaqui e cresce mais que o pacu |
| Tambatinga | fêmea de tambaqui × macho de pirapitinga | maior produção no Norte e no Centro-Oeste |
| Patinga | fêmea de pacu × macho de pirapitinga | lombo da pirapitinga, com cultivo possível em regiões mais frias |
Para a escolha da isca, a mesma publicação ajuda: os peixes redondos são onívoros com comportamento frugívoro e, na natureza, comem folhas, caules moles, flores, frutos, sementes, zooplâncton, artrópodes, moluscos e até peixes. Por isso fruta, massa e ração funcionam para todos eles.
Qual o melhor horário e época para pescar pacu?
No pesqueiro, observe o horário do trato: o pacu se acostuma a subir para comer quando o tratador joga ração, e pescar logo antes desse horário costuma render. Amanhecer e entardecer também são boas janelas, com água menos quente. Em dias quentes, ele sobe mais para a superfície, e a pesca com isca boiando fica mais produtiva.
No rio, a época da cheia, quando a água invade a mata e os frutos caem, é quando o pacu se espalha pelas áreas alagadas. Na vazante, ele volta para o leito do rio. Como cada bacia tem seu regime de cheia e de defeso, consulte as regras locais antes de planejar a viagem. Mais sobre horário em melhor horário para pescar.
Como preparar a massa para pacu?
Não existe receita única, mas existem princípios:
- Firmeza acima de tudo. A massa precisa aguentar o arremesso e as primeiras mordidas.
- Cheiro conhecido. No pesqueiro, ração moída na massa ajuda o pacu a reconhecer a isca.
- Teste na água. Antes de pescar, mergulhe uma bolinha num copo de água e veja quanto tempo ela segura.
- Ajuste ao longo do dia. Com água mais quente, a massa amolece mais rápido; firme um pouco.
Leve sempre uma segunda opção, como fruta ou milho, para os dias em que a massa não estiver funcionando. E guarde a massa à sombra, fechada, para não ressecar entre um arremesso e outro durante a pescaria.
Erros comuns na pesca de pacu
- Usar equipamento leve demais.
- Fisgar cedo demais.
- Fricção travada.
- Massa mole que some na primeira mordida.
- Tirar o peixe da água pela linha.
- Ignorar tamanho mínimo e defeso no rio.
Com equipamento certo, isca firme e paciência na fisgada, o pacu deixa de ser o peixe que sempre escapa e vira a melhor briga da pescaria.
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Qual a melhor isca para pacu?
Em pesqueiro, massa com cheiro de ração, a própria ração e frutas costumam render mais. No rio, frutas e sementes da região imitam o alimento natural do pacu. Milho cozido também é bastante usado.
Que anzol usar para pacu?
Anzol reforçado, porque o pacu tem boca forte e dentes que esmagam alimento duro. Anzol fino pode abrir ou quebrar. O tamanho depende do peixe do local; pergunte no pesqueiro qual é o mais usado.
Pacu está ameaçado de extinção?
A IUCN classificou o pacu como quase ameaçado em 2020. Isso não é o mesmo que ameaçado, mas indica atenção. Prefira pesque e solte na natureza e respeite tamanho mínimo e defeso da sua região.
Qual o tamanho mínimo do pacu para levar?
O tamanho mínimo varia conforme o estado e a bacia. Confira a norma estadual e as regras do IBAMA e do Ministério da Pesca antes de levar qualquer peixe. Em pesqueiro, valem as regras do estabelecimento.
Como fisgar o pacu?
O pacu costuma mordiscar e testar a isca antes de levar. Espere a boia afundar de vez ou a linha correr, e fisgue com firmeza. Com a fricção bem regulada, deixe ele cansar antes de trazer para o puçá.
Onde o pacu vive na natureza?
O pacu é nativo da bacia Paraná-Paraguai. Os adultos usam florestas alagadas e comem nozes e sementes que caem das árvores. Em pesqueiros de todo o país ele é criado e solto nos lagos.
Fontes
- FishBase: Piaractus mesopotamicus (pacu)↗
- FishBase: Colossoma macropomum (tambaqui), nativo das bacias Amazônica e do Orinoco↗
- Embrapa — Espécies de peixe para piscicultura (cap. 1 de Piscicultura de água doce: multiplicando conhecimentos, 2013; peixes redondos, tambacu, tambatinga e patinga)↗oficial
Ver todas as fontes (5)
- Cartilha da pesca amadora e esportiva — Ministério da Pesca e Aquicultura: a pesca amadora exige licença, emitida pelo gov.br, nas modalidades desembarcada e embarcada; a embarcada também vale para pescar da margem↗oficial
- Solicitar Licença de Pescador Amador ou Esportivo (Unificado) — serviço no gov.br↗oficial
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