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Auxiliar veterinário

O que faz um auxiliar veterinário? As 41 atividades pela lei

Resposta rápida

O auxiliar veterinário apoia o trabalho do médico-veterinário, sempre sob orientação e supervisão diretas e contínuas. A Resolução CFMV nº 1.260/2019 define uma lista fechada de 41 atividades permitidas — como contenção física, tricotomia, preparo de material cirúrgico, coleta de amostras, curativos e medicação quando prescritos, e organização do ambiente. Ele nunca diagnostica, prescreve, opera nem constata óbito: isso é competência privativa do médico-veterinário pela Lei nº 5.517/1968.

Neste artigo
  1. A regra que organiza tudo: apoio, sob supervisão
  2. As 41 atividades permitidas, agrupadas
  3. O que o auxiliar veterinário NÃO pode fazer
  4. Por que isso muda de tempos em tempos

A regra que organiza tudo: apoio, sob supervisão

Antes da lista, uma frase decide quase todas as dúvidas. A Resolução CFMV nº 1.260/2019 — na redação atualizada pela Resolução nº 1.664/2025 — define o auxiliar como pessoa contratada para apoiar atividades de Medicina Veterinária, devendo atuar sempre sob orientação e supervisão diretas e contínuas de médico-veterinário.

Três palavras dessa definição resolvem a maioria das perguntas: apoiar, orientação e supervisão. O auxiliar executa; não decide. E o artigo 2º é explícito ao dizer que as atividades “devem ser restritas” à lista — ou seja, é uma lista fechada, não uma amostra.

As 41 atividades permitidas, agrupadas

O artigo 2º lista 41 incisos. Agrupados por natureza do trabalho, ficam assim:

Grupo O que inclui
Cuidado e sinais vitais Verificar temperatura, pressão e outros sinais vitais; observar e relatar condições físicas e comportamento; pesar; alimentar e exercitar conforme a espécie
Apoio clínico Auxiliar na coleta de material para exames; ministrar medicamento prescrito (quando capacitado e autorizado, com registro no prontuário); fazer curativos prescritos; auxiliar em primeiros socorros; enviar material identificado para o laboratório
Apoio cirúrgico Preparar animal e material; fazer a contenção física; realizar tricotomia e assepsia; selecionar e montar a caixa cirúrgica; auxiliar na intubação e no acesso intravenoso (sem executar a diérese); posicionar o animal
Esterilização e materiais Lavar, higienizar, desinfetar e esterilizar instrumentos, materiais e ambiente; recolher instrumentos; separar e embalar resíduos para descarte
Recepção e registro Obter informações preliminares com o responsável pelo animal; preencher e conferir o cadastro do animal
Organização Controlar estoques, solicitar e repor material e medicamentos; organizar e limpar o ambiente de trabalho
Após o óbito Identificar e embalar o cadáver — depois que o médico-veterinário constatar o óbito

A lista completa está no artigo 2º da resolução, incisos I a XLI.

O que o auxiliar veterinário NÃO pode fazer

Tudo que é competência privativa do médico-veterinário, definida pela Lei nº 5.517/1968, está fora do alcance do auxiliar. Na prática, os limites mais importantes:

  • Diagnosticar. Dizer qual é a doença é ato do veterinário.
  • Prescrever. O auxiliar pode ministrar um medicamento já prescrito; não pode escolher o medicamento, a dose ou o tratamento.
  • Operar. Pode preparar tudo para a cirurgia, mas não executa a diérese nem qualquer ato cirúrgico.
  • Constatar óbito. Quem declara a morte do animal é o veterinário; o auxiliar cuida do corpo depois disso.

A linha que separa as duas listas é sempre a mesma: executar sob prescrição é permitido; decidir a conduta não é.

Por que isso muda de tempos em tempos

A norma é viva. Só em 2025, duas resoluções mexeram no tema: a nº 1.652/2025 ajustou o texto do inciso sobre informações preliminares, e a nº 1.664/2025 reescreveu a definição do auxiliar e encerrou o credenciamento de cursos pelos CRMVs. Por isso vale conferir a data de qualquer material sobre a profissão — muito do que circula na internet descreve uma regra que já mudou.

Perguntas frequentes

O auxiliar veterinário pode aplicar injeção e dar medicamento?

Pode ministrar medicamentos prescritos pelo médico-veterinário responsável, quando estiver capacitado e autorizado, registrando assinatura, data e hora no prontuário. Ele executa a prescrição — não decide o medicamento nem a dose.

Auxiliar veterinário pode fazer cirurgia?

Não. Cirurgia é competência privativa do médico-veterinário. O auxiliar prepara o animal e o material, faz a contenção, a tricotomia e a assepsia, auxilia na intubação e no acesso intravenoso — mas sem executar a diérese (o corte) nem qualquer ato cirúrgico.

O auxiliar pode atender sozinho quando o veterinário não está?

Não. A Resolução 1.260/2019, na redação de 2025, exige que o auxiliar atue sempre sob orientação e supervisão diretas e contínuas de médico-veterinário. Não existe atendimento autônomo.

Quantas atividades o auxiliar veterinário pode exercer?

A Resolução CFMV nº 1.260/2019 lista 41 atividades no artigo 2º. É uma lista restritiva: o texto diz que as atividades "devem ser restritas" a esses itens, então o que não está na lista e é competência privativa do veterinário não pode ser feito pelo auxiliar.

Fontes

Cada afirmação que depende de norma, número ou procedimento tem origem verificável.

  1. Conselho Federal de Medicina Veterinária · consultado em 17/07/2026

  2. Conselho Federal de Medicina Veterinária · consultado em 17/07/2026

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